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Imaginário das ciências, tecno-imaginários, pensamento complexo. Doutorado USP / Grenoble Alpes. Pesquisadora associada ao centro Figura (UQÀM, 2022-2023).
Mais de 10 anos de ensino. Docente na USP (Celacc). Orientação de 33 monografias. Banca de 45 monografias.
Abordagens pedagógicas inovadoras para públicos variados. Fundamentação teórica em educação e tecnopedagogia.
Oficinas de divulgação científica para crianças e jovens. Orientação na Expo-sciences (Les Scientifines, Montreal).

Grupo de estudos sobre os imaginários da tecnologia. O Geist reúne pesquisadores e praticantes em torno das maneiras como as sociedades contemporâneas pensam, narram e encenam a técnica — entre ciência, ficção, cultura popular e práticas artísticas.
geistcorp.org →Artefato negligenciado pela filosofia e pela antropologia, a máquina tem auxiliado ações e reflexões humanas como um objeto técnico que desempenha atividades musculares e cognitivas, tornou-se centro dos empreendimentos tecnocientíficos, assim como modelo de conhecimento para fenômenos naturais, metáfora para processos biológicos, sede para experimentações artísticas e literárias, além de, ao longo da história, ter ocupado funções religiosas, oraculares, lúdicas e ornamentais.
Ainda que infiltradas em nossos gestos, na maneira como as atividades cotidianas são organizadas e como o cosmos, a natureza, os seres humanos e as sociedades são compreendidos, as máquinas só parecem se converter em um problema quando deixam de funcionar, quando falham na missão para a qual foram designadas. De fato, como expressões da cultura humana, elas estão por toda a parte e, ao mesmo tempo, em parte alguma, uma vez que perseveram como um dos grandes impensados da tradição filosófica ocidental e mundial, como afirma Vengeon (2009, p. 103).
Salvo alguns esforços que buscaram reverter esse quadro, ainda são incipientes os trabalhos orientados ao estudo das relações entre homens e artefatos ou, mais precisamente, aos imaginários que permeiam os vínculos entre humanos e máquinas. Com o termo vínculo enfatiza-se o estudo das relações nas quais se constata um entrelaçamento ontológico entre homens e artefatos, desde a concepção até a apropriação dos objetos técnicos. Estudos dessa natureza não se restringem aos aspectos superficiais ou efeitos sociopolíticos das associações com objetos, mas também se dirigem à investigação de narrativas, imagens, motivações, memórias e afetos subjacentes aos diferentes tipos de agenciamento entre os humanos e as máquinas.
A partir da constatação dessa lacuna, seguindo a vocação interdisciplinar dos estudos do imaginário — irradiados a partir da escola de Grenoble —, este projeto se dedica à investigação das premissas teóricas que sustentam a formulação de uma antropologia do imaginário das máquinas, orientada ao estudo dos vínculos entre homens e máquinas em diferentes momentos históricos, incluindo tanto os objetos técnicos arcaicos até os artefatos da ficção, de maneira a possibilitar a identificação de motivos, redundâncias, isomorfias e dinâmicas imagéticas.
Trajetória, interesses de pesquisa e formação.
Doutora em educação (Universidade de São Paulo / Université Grenoble Alpes), Juliana Michelli S. Oliveira desenvolve uma pesquisa interdisciplinar na interseção entre ciências, humanidades e estudos do imaginário. Seus trabalhos abordam as representações culturais da ciência e da tecnologia, os tecno-imaginários e o pensamento complexo. Entre 2022 e 2023, foi pesquisadora associada ao Centre de recherche sur les théories et les pratiques de l'imaginaire (Figura) da Universidade do Québec em Montreal (UQAM). Atualmente, exerce as funções de especialista em pedagogia no Institut national de la recherche scientifique (INRS), em Québec, Canadá, e de professora no Centro de Estudos Latino-Americanos sobre Cultura e Comunicação (Celacc) da Universidade de São Paulo.
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